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InvestimentosFaço isso todo mês: abro a carteira, olho os números e escrevo sobre o que aconteceu. Não porque minha carteira seja um modelo a seguir — não é. Mas porque transparência sobre resultados reais é mais útil do que teoria.
Em julho, minha carteira rendeu 1,2% — abaixo do CDI (0,87%) em termos absolutos, mas acima quando se considera que parte dela está em renda variável. O Ibovespa subiu 8,3% no mês, e minha exposição em bolsa (cerca de 20% da carteira) contribuiu positivamente.
A posição em PETR4 que mantive desde março entregou 14% no mês. Não foi genialidade — foi paciência. Comprei quando o mercado estava pessimista com a empresa e segurei. A tese era simples: dividendos robustos e valuation barato. Funcionou, desta vez.
"Barato pode ficar mais barato. Essa é uma das lições que o mercado insiste em repetir."
Comprei cotas de um FII de lajes corporativas em junho achando que estava barato. Estava — mas ficou mais barato ainda. A vacância no setor continua alta, e o mercado não parece disposto a pagar múltiplos maiores enquanto os juros estiverem onde estão. Erro meu: entrei cedo.
Aumentar a posição em renda fixa de prazo mais longo, aproveitando as taxas atuais. Reduzir a exposição em FIIs de tijolo até ver sinais mais claros de virada no ciclo de juros. Manter a posição em ações exportadoras, que se beneficiam do dólar elevado.